É raro ver alguém que defenda com unhas e dentes a pirataria. No máximo as pessoas a justificam com alguma desculpa esfarrapada, dizendo que é um sintoma da desigualdade social. E o caso não se restringe aos pobres camelôs. Até mesmo quem pratica a pirataria “mais sofisticada”, catando uma MP3 aqui e crackeando um Windows acolá, não consegue se livrar de um certo complexo de culpa quando escuta o discurso lamurioso da indústria fonográfica e dos fabricantes de software: “A pirataria não gera empregos! A pirataria não paga impostos!”.
Pois eu digo que o crescimento nos últimos anos dos mais diversos tipos de pirataria, seja graças à internet ou aos bons e velhos chineses, é a maior arma que a sociedade possui para conseguirmos passar ilesos por esta dita “era da informação”.
Houve uma época onde a coisa mais importante na economia era comida (bons tempos feudais que não voltam mais). Tão importante que a maioria das teorias econômicas se baseavam em grãos de trigo. Uma delas, muito legal por sinal, era a de Thomas Malthus. Para simplificar, ela dizia o seguinte: a população cresce em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32..) – afinal, fazer filho é muito gostoso (ele realmente diz isso); já as reservas de comida crescem em progressão aritmética (1, 2, 3, 4…) – a produtividade das terras é limitada e seus recursos são escassos. Conclui-se então que um dia este sistema vai dar merda. Muita boca para pouca comida. Mas aí tudo bem, Deus é um cara sábio, mata 90% da população de fome e o ciclo começa novamente. Uma guerra de vez em quando para matar geral também é bem vinda.
Hoje o que movimenta a economia é conhecimento, tecnologia, informação, cultura, diversão… Ninguém sabe mais se trigo nasce em árvore ou se vem da galinha. E isso só foi possível porque o problema do crescimento populacional foi resolvido (na parte do mundo que vale a pena, esquece essas merdas debaixo do equador) e as pessoas descobriram que ver televisão e jogar video-game é muito mais gostoso e prático do que fazer filhos.Nesse cenário, o discurso de Malthus se inverte. A quantidade de imbecis produzindo informação cresce em progressão geométrica (músicos pagodeiros, atualizações do Windows, escritores, revistas, programas de TV…) – afinal, viver vida de celebridade é mais gostoso; já a nossa capacidade de assimilar toda esta nova informação cresce apenas em progressão aritmética (afinal, só temos um cérebro). Não é preciso ser nenhum gênio para descobrir que, se ficarmos de braços cruzados, um dia Deus vai ter que baixar na área e matar 90% da galera que insiste em nos entupir com cada vez mais informação.
Afinal, de quantas bandas de New Metal nós precisamos? Quantas celebridades se revezando semanalmente em fofoquinhas mostradas pelos programas de TV são necessárias para nos entreter? Uma nova versão do Photoshop a cada 4 meses não é um pouco de exagero? Uma banca de jornal hoje em dia possui mais títulos do que a biblioteca do meu colégio tinha quando eu cursava o ginásio!
É nesse ponto que a pirataria entra para nos salvar. A cada MP3 que baixamos, mais miserável fica aquele maldito grupo de Axé. A cada software pirata que instalamos, um programador sueco fica sem dinheiro para comprar Prozac e se suicida. A cada camisa da Nike falsificada que vestimos (marca também é informação), menos jogadores de futebol vão ostentar carrões importados. Com esta escassez de recursos forma-se um ciclo virtuoso e, pouco a pouco, aquele sonhado ponto de equilíbrio onde apenas “informação relevante” é produzida vai se aproximando. O mundo poderá se ver livre de quem só quer alugar um espacinho no nosso cérebro para faturar mais dinheiro e ostentar uma vida de luxo e riqueza. O caminho fica livre para aqueles que querem apenas passar a sua mensagem e receber o que é justo por isso.
Fique satisfeito por cada ato de pirataria que você já cometeu (e vai cometer ainda mais a partir de hoje). Você está contribuindo para que o joio deixe de ser irrigado e no final só reste o bom e velho trigo, que a era da informação está quase nos fazendo esquecer de onde ele vem.
Texto por: MrManson
Fonte: Cocadaboa
- Indicação do texto feita pelo leitor Hugo, valeu cara! Ótimo texto!
Apesar dessa teoria de Thomas Malthus já ter sida enterrada, tenho absoluta certeza de que ela ainda vale, não para o que foi idealizada, não para a comida que alimenta nossos corpos, mas sim para a comida que alimenta nossas cabeças. Essa sim, já está podre faz tempo! E só tende a piorar…
Se Deus quiser uma ajudinha sei de várias pessoas que o ajudariam a passar de 90%… ^^
Houve uma época onde a coisa mais importante na economia era comida (bons tempos feudais que não voltam mais). Tão importante que a maioria das teorias econômicas se baseavam em grãos de trigo. Uma delas, muito legal por sinal, era a de Thomas Malthus. Para simplificar, ela dizia o seguinte: a população cresce em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32..) – afinal, fazer filho é muito gostoso (ele realmente diz isso); já as reservas de comida crescem em progressão aritmética (1, 2, 3, 4…) – a produtividade das terras é limitada e seus recursos são escassos. Conclui-se então que um dia este sistema vai dar merda. Muita boca para pouca comida. Mas aí tudo bem, Deus é um cara sábio, mata 90% da população de fome e o ciclo começa novamente. Uma guerra de vez em quando para matar geral também é bem vinda. 





=D
ele colocou esse texto aqui pra justificar o uso da erva ;D
hASuiAHShUA
Deus é um cara sábio, mata 90% da população de fome e o ciclo começa novamente. Uma guerra de vez em quando para matar geral também é bem vinda.
foi foda isso viu
ASUOihaishaouishuiASHuiAS
mto bom o testo do cara \o/
esse cara é um sadista!
Ricardo: Hehehehehe tem nada disso não! Tudo culpa sua!

Arthur: Realmente. O texto é bom mesmo!
Luroon: É né! Imagina só, se ele fosse sádico!
Que desastre…..hahahahahahahahaha! ^^
Obrigado pelos comentários.
“Houve uma época onde a coisa mais importante na economia era comida (bons tempos feudais que não voltam mais).” Bem que poderia voltar, pois eu tenho enorme vontade de ir para uma guerra com uma espada e um escudo na mão, muito mais justo.
A Malthus foi um doente, achou que saberia o que dizer para salvar sua cabeça, mas olha hoje, o que não falta é comida, não estou entrando na questão da distribuição da mesma, que seja, o post é sobre pirataria,ah, eu infelismente não vou sair por aí comprando softwares originais, justamente por que MORAMOS NO BRASIL, e este texto deve ter sido escrito por alguém que mora aqui, pois lá, onde eles fazem estes mesmos softwares, o preço dos mesmo é completamente diferente. Vocês acham que em algum país lá de cima alguém vai para o Stanford Bridge ou Emirates Arena com camisas de seus times falsas?..Não, não, eles não tem este costume, e porque? Tá tudo lá atrás, impossível falar de pirataria sem voltar à época da colonização, e de repente até mais atrás, mas eu não tô afim de ficar falando disso, portanto, digo sim para Pirataria(mas somente de produtos de computador). Pena que quem rouba uma maça, está cometendo o mesmo crime de quem rouba 1milhão de reais.BRASIL!BRASIL!BRASIL!BRASIL!BRASIL!