Archive for the 'Textos' Category

Uma Mensagem a Garcia

Uma Mensagem a Garcia

Em todo este caso cubano um homem se destaca no horizonte de minha memória.
Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os EUA, o que importava a estes era comunicar-se com o chefe dos insurretos, Garcia, que sabiam se encontrar em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse dizer exatamente onde.

Era impossível um entendimento com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente precisava-lhe da colaboração o mais rapidamente possível. Que fazer?
Alguém lembrou:
- Há um homem chamado Rowan, e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan.

Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia.

De como Rowan tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias saltou de um barco sem sequer uma cobertura, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão para depois de três semanas surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia, são coisas que não vem ao caso narrar aqui pormenorizadamente.

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Águas de Março versão nerd

“ÁGUAS DE MACRO”
Letra e Música: Tom Jobin DosWin
É pau, é bug, é o fim do programa
É um erro fatal, o começo do drama
É o turbo Pascal, diz que falta um begin
Não me mostra onde é e capota no fim

É dois, é três, é o 486,
Instrução ilegal essa droga bloqueia
É um erro no boot, é um disco mordido
Hard disk estragado
Ai meu Deus tô ferrado

São as barras de espaço exibindo um borrão
É a promessa de vídeo se espalhando no chão

É o computador me fazendo de otário
Não compila o programa, salva só o comentário

É o ping, é o pong, o meu micro pifado
E o Scan não retira, tá tudo contaminado

O Windows não entra e nem volta pro DOS
Não funciona o reset, me detona a CMOS
É ABORT, é RETRY, disco mal formatado
PCTools não resolve, Norton trava o teclado

É impressora sem fita engolindo o papel
Meu trabalho de dias foi pro beleléu …

É pau, que droga!
Bem no fim de semana
Um erro fatal
O começo do drama.

E caso você não conheça a música original… (Antigo esse vídeo eim?)

Obrigado denovo Hugo! :P

Música Que Muda

Música Que Muda

Música! Forma universal de expressão,
Expressão corporal, vocal, intelectual.
Chega a todos que a querem, e aos que não querem também,
Porque assim como os outros sons, a música é intrometida e pontual.

A música te muda,
Te deixa triste e contente, sexy ou até mesmo carente.
Ninguém é imune aos seus efeitos,
Pensando bem, ninguém é muita gente.

Você ouve rock e seu vizinho sertanejo,
Taí uma ocasião que te deixa irritado.
Mas ao mesmo tempo você percebe que,
Mesmo sendo domingo, você ri da cara daquele retardado.

Eu gosto metal, meu vizinho do outro lado da rua só de funk,
De tempos em tempos ele dá umas festinhas, que vão até o dia raiar.
Não dá pra dormir, ler ou conversar direito,
E ainda assim prefiro isso a ver minha paciência se esgotar.

Esgotar, com o outro que “curte axé”,
E eu que achava que isso era a marca daquele desodorante vagabundo.
Antes fosse! Porém aturar a Cláudia Leite e o Grupo Axé Blond,
É melhor do que ser completamente surdo!

E o que falar do pagode e do forró?
A única constatação é que existe gosto pra tudo, que coisa sem noção.
E, refinados ou não, do seu gosto ou não,
Só resta sermos pacientes e respeitosos, com os gostos dessa imensa nação!

Thiago Fagundes

O que é um Chester? E o Fiesta?

O que é este animal que a cada ano chega a mais mesas das famílias do nosso país, e que praticamente ninguém (porque existe Chuck Norris) nunca viu?!

Pois bem, apresento a vocês uma foto de alguns chesters felizes e contentes passeando em sua granja particular:

fotochester

Agora que você já conhece a ave, podemos reproduzir aqui um texto tirado do site Diário de Biologia, que foi a fonte de pesquisa usada para este post:

Tanto o Chester (Perdigão) quanto o Fiesta (Sadia) são frangos geneticamente melhorados originados de cruzamentos de linhagens especiais com o objetivo de obter um produto que possui teores maiores de proteína e menores de gordura, além de concentrar 70% de sua carne no peito e coxas.

Se você também nunca viu as embalagens desses camaradas, e seus irmãos da marca rival, veja agora:

chester fiesta

A pesquisa e tempo gastos nesse projeto de super frango foram enormes, e incluem granjas especiais, aliementação totalmente natural e seleção de aves de primeira qualidade para gerar filhotes cada vez mais nutritivos e carnudos.

Como você já sabe que um Chester, ou um Fiesta, não são nada mais que frangos mais bem tratados que você, e que comem comida melhor controlada/nutritiva que você, nada mais justo que ir ao supermercado e depois ter o prazer de colocar um desses no forno, para ver seus familiares (e penetras famintos) devorarem o bixinho!

Feliz natal antecipado! E, caso você resolva fazer uso deles, guarde um pedaço para o pedinte que sempre fica no seu caminho para o trabalho/escola e leve um pedaço pra ele. Muito melhor que os R$0,30 que você dá pra ele de vez em quando e com a cara fechada.

Até a próxima e obrigado!

Sugestões para a telefonia de São Paulo

O Conversa Afiada tem o prazer de publicar texto do amigo navegante Virgilio Freire.

É uma singela homenagem a Fernando Henrique Cardoso, o pai desse privatização descontrolada, que colocou um serviço público essencial na mão de empresários que fazem o que bem entendem.

O que faz a Anatel ?, por falar nisso…

A publicação deste artigo é também uma homenagem a ao engenheiro civil Zé Pedágio, “economista competente” – clique aqui para ler  “Quantos diplomas tem o Serra ? Nenhum” -, que privatizou a saúde pública de São Paulo e vai, proximamente, vender o ar encanado do “Vale do Anhangabaú” ao Departamento Ambiental da Unversidade de Harvard.

Por que o Farol de Alexandria, o campeão do neo-liberalismo brasileiro, o rei da dependência, não copiou a Margaret Thatcher ?

Está na hora de retomar a Telefônica por Virgílio Freire*

1. No final da década de 1990, sob a influência de Margareth Thatcher, Ronald Reagan e Wall Street, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu privatizar tudo que pudesse, e na sua lista o item mais importante eram as telecomunicações. Por dar a máxima importância ao assunto, colocou seu melhor amigo e principal colaborador, Sérgio Motta, no Ministério das Comunicações, com a principal missão de privatizar a Telebrás. A idéia corrente na época era de que o Estado não tinha condições de investir nem de ser um bom administrador de empresas. Este conceito mostrou-se falso na última década.

2. Antes de prosseguirmos, é importante, muito importante, destruir um mito. O de que a antiga Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes, ineficientes, lentas, burocráticas e incapazes de prestar os serviços de telecomunicações necessários exigidos por uma sociedade moderna. Mostrarei por que isto não é verdade.

3. A Telebrás tinha sede em Brasília, e atuava através de subsidiárias, uma em cada Estado brasileiro. Estas operadoras, todas, sem exceção, tinham lucros consideráveis todos os anos. Os balanços anuais da Telebrás e de suas subsidiárias estão nos arquivos dos jornais, da Anatel, do Ministério das Comunicações, e confirmam isso. Com estes lucros, a Telebrás e suas empresas poderiam facilmente investir, implantar novos sistemas e instalar milhões de telefones para os brasileiros. Os recursos, na época, eram da ordem de bilhões de dólares, nada inferiores aos valores que as operadoras privadas “investem” atualmente (voltarei a este tema mais adiante).

4. Durante os governos militares, entre 1964 e 1974, nestes 10 anos, a Telebrás teve grande autonomia de ação, pois os generais e militares que governavam o Brasil viam as telecomunicações como um setor estratégico para o desenvolvimento e a defesa. Quando entrei na Telesp, subsidiária da Telebrás em São Paulo, em 1973, não havia necessidade de concurso público: a empresa admitia seus funcionários através de um Departamento de Recursos Humanos, como qualquer outra organização, com base em testes, entrevistas, comparação entre candidatos etc. Nosso orçamento era administrado pela própria Telesp e pela holding, a Telebrás, e inteiramente gasto e aplicado dentro do sistema de telecomunicações.

Gostou? Então leia o texto na íntegra clicando aqui. Também recomendo que você leia este texto aqui.

Só fico imaginando oque aconteceria a longo-prazo se os Correios tivessem sido privatizados!

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