Conceito
Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.
— Tim O’Reilly
‘Novas’ Tecnologias
Apesar de o termo AJAX* ter sido usado pela primeira vez em 2005, as tecnologias que englobam o termo tiveram início ainda no final da década de 90, nos navegadores de geração “4” (Internet Explorer 4.0 e Netscape Navigator 4.0), que introduziram suporte a técnicas de Remote Scripting. Com o lançamento da versão 5.0 do Internet Explorer em 2000, e com a estagnação do Netscape Navigator (que mais tarde teve seu código fonte aberto gerando o Firefox), a Microsoft inaugurou uma forma mais elegante de remote Scripting com o XMLHttpRequest*. Daí até os dias atuais o conceito só evoluiu, ganhando força e notoriedade recentemente. Linguagens e frameworks de desenvolvimento rápido para web já existiam antes da Web 2.0. Pode-se citar a linguagem ColdFusion da Allaire (1995). A sindicância de conteúdo (famosa hoje pelo RSS*), já chamada no passado de “conteúdo push” já era conhecida de usuários do Internet Explorer 4.0 e o seu serviço ActiveChannels. Agências de notícias como a Reuters já utilizavam sistemas de intercâmbio de conteúdo e notícias entre agências e consumidores de notícias muito antes do surgimento da Web 2.0, sistemas estes que inclusive foram os precursores dos padrões atuais. O próprio XML* data de 1997. A portabilidade de sistemas para dispositivos móveis (a tão aclamada “convergência”), é um discurso antigo, que antecede em muito a Web 2.0, e que sempre esteve em constante evolução.
-> http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0 (recomendado)—————————————//——————————————–
Por último, a tão exaltada Web 2.0 é, de um ponto de vista meramente quantitativo, um amontoado de lixo. O fato de cada um poder se exprimir não quer dizer que tenha, necessariamente, algo de útil a dizer à comunidade. O YouTube é disso um excelente exemplo.
-> http://dn.sapo.pt/../os_equivocos_admiravel_nova_web.html
(recomendado)—————————————//——————————————–
O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
Dentro deste contexto se encaixa a enciclopédia Wikipedia, cujas informações são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas.
Também entra nesta definição a oferta de diversos serviços on-line, todos interligados, como oferecido pelo Windows Live. Esta página da Microsoft, ainda em versão de testes, integra ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.
Muitos consideram toda a divulgação em torno da Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de “a segunda geração”. Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml—————————————//——————————————–
Web Standards *
O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio de âmbito internacional dedicado a “conduzir a Web ao seu pleno potencial”. É dirigida por Tim Berners-Lee, o inventor da Web. Fundado em 1994, o W3C tem mais de 400 organizações membro incluindo aí a Microsoft, America Online (proprietária da Netscape Communications), Apple Computer, Adobe, Macromedia, Sun Microsystems, e uma vasta gama de fabricantes de hardware e software, fornecedores de conteúdos, instituições acadêmicas e companhias de telecomunicações. O Consórcio está hospedado em três instituições de pesquisas – - MIT nos EUA, INRIA na Europa e Keio University no Japão .
O que faz a W3C?
O W3C desenvolve especificações abertas para aumentar a interoperabilidade dos produtos para Web. As Recomendações do W3C são desenvolvidas por grupos de trabalho formados por menbros do Consórcio e experts convidados. Os grupos de trabalho criam esboços e propostas de recomendações , baseados em um consenso comum de companhias e organizações interessadas na criação de aplicações Web. Estas são então submetidas à apreciação dos membros do W3C e seu diretor para aprovação formal como uma Recomendação. Maiores detalhes sobre este processo e seus vários estágios, podem ser obtidos no website do W3C.
XHTML *
Linguagem extensível de marcação (XML) é uma linguagem parecida com o HTML, mas em lugar de se utilizar de um conjundo fixo e definido de elementos, permite que você defina seus próprios elementos – ou use um conjunto definido por outra pessoa. Permite até o uso de vários conjuntos de elementos em um mesmo documento – através do uso do XML namespaces.
As standards para folhas de estilo, tais como CSS e XSL, comtemplam uma grande variedade de opções para especificar como os documentos XML devem ser renderizados. Os browsers ainda oferecem suporte esporádico à renderização direta de documentos XML, por isto o uso de HTML (ou XHTML) com as CSS para estilização, é a solução a ser adotada. Atualmente o XML é mais usando para comunicação entre aplicações.
XML é mais flexível do que HTML, sobretudo por permitir a criação de elementos e sistemas de estruturação próprios. Isto torna o XML um formato ideal para a organização de grandes quantidades de dados, sendo, hoje, usado em muitos bancos de dados e motores de busca.
Coisas interessantes sobre o assunto
Tim O’Reilly on What is Web 2.0? ( Tim O’Reilly em Oque é Web 2.0? ) (recomendado)
Web 2.0 Summit Opening Session ( Cimeira Abertura de Sessão sobre Web 2.0 ) (recomendado)
Web 2.0 faz de todos nós emissores de informação com uma audiência global. Blogs, Podcasts, compartilhamento de vídeos e outros mudou nossa forma de intereção com os outros via internet completamente.
- Thiago Fagundes
Web 2.0 by Michael Wesch – Vídeo no YouTube (recomendado)
A Web 2.0 é para ligar pessoas…
…pessoas compartilhando, trocando e colaborando…
- Michael Wesch
Exemplos
- Desciclopédia ( Wiki de crítica (geralmente destrutiva) sobre os mais variados assuntos ) (recomendado)
- Utilidade Pública ( Blog do integrante Thiago ) (recomendado)
- orkut ( Site de relacionamentos do Google )
- Last.fm ( Portal com músicas para se ouvir )
- YouTube ( Site de vídeos )
- Pipes ( Construtor de Mashups ) (recomendado)
Fontes
- Wikipédia
- Folha Online (recomendado)
- Revista INFO EXAME (maio/07) (recomendada)
- Diário De Notícias
Glossário 2.0
- Ajax* ( AJAX (acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript And XML) é o uso sistemático de tecnologias providas por navegadores, como Javascript* e XML, para tornar páginas mais interativas com o usuário, utilizando-se de solicitações assíncronas de informações. )
- Mashup ( Um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo. )
- Remote Scripting ( Remote Scripting é a tecnologia que permite que scripts sejão executados diretos no navegador para trocar informações com o servidor so site. O script local pode chamar scripts no servidor e receber respostas do mesmo. )
- XMLHttpRequest* ( XMLHttpRequest é um objeto Javascript que torna possível a comunicação assíncrona com o servidor, sem a necessidade de recarregar a página por completo. )
- ColdFusion ( O acrônimo CFML significa ColdFusion Markup Language. É uma linguagem baseada em tags que, por ser similar à linguagem HTML (também baseada em tags), apresenta uma boa curva de aprendizagem em comparação com outras linguagens tais como ASP e PHP. )

- RSS* ( RSS é um subconjunto de “dialectos” XML que servem para agregar conteúdo ou “Web syndication”, podendo ser acedido mediante programas ou sites agregadores. )
- Reuters ( Reuters (pronunciado “róy-ters”, e não “rew-ters”) é uma das mais famosas agências de notícias do mundo. )
- XML* ( É um subtipo de SGML (acrônimo de Standard Generalized Markup Language, ou Linguagem Padronizada de Marcação Genérica) capaz de descrever diversos tipos de dados. Seu propósito principal é a facilidade de compartilhamento de informações através da Internet. )
- Windows Live ( Windows Live é o nome de um conjunto de serviços e softwares da Microsoft. A maioria desses serviços são aplicações na web , acessadas de um navegador, mas tabém existem softwares que precisam ser instalados no computador. Existem três grupos básicos destes serviços: informação, conexão e proteção. )
- Tim O’Reilly ( Tim O’Reilly (nascido em 1954, Cork, Irlanda) é o fundador
da O’Reilly Media (antigamente nomeada O’Reilly & Associates) e entusiasta de movimentos de apoio ao software livre e código livre, é também creditado como o criador da expressão Web 2.0. ) - Cimeira ( É uma reunião de chefes de estado ou uma conferência entre líderes de organizações. )
- W3C e Padrões Web ( O World Wide Web Consortium é um consórcio de empresas de tecnologia, atualmente com cerca de 500 membros. Fundado por Tim Berners-Lee em 1994 para levar a Web ao seu potencial máximo, por meio do desenvolvimento de protocolos comuns e fóruns abertos que promovem sua evolução e asseguram a sua interoperabilidade. )
- XHTML ( O XHTML, ou eXtensible Hypertext Markup Language, é uma reformulação da linguagem de marcação HTML baseada em XML. Combina as tags de marcação HTML com regras da XML; este processo de padronização tem em vista a exibição de páginas Web em diversos dispositivos (televisão, palm, celular, etc). A intenção é melhorar a acessibilidade. )
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Tags ( Uma tag é uma palavra-chave (relevante) ou termo associado com uma informação (ex: uma imagem, um artigo, um vídeo) que o descreve e permite uma classificação da informação baseada em palavras-chave. )
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CSS ( Cascading Style Sheets, ou simplesmente CSS, é uma linguagem de estilo utilizada para definir a apresentação de documentos escritos em uma linguagem de marcação, como HTML ou XML. Seu principal benefício é prover a separação entre o formato e o conteúdo de um documento. )
Considerações Finais
Este artigo foi escrito por Thiago Fagundes com objetivo de apresentação referente ao trabalho de Técnicas de Programação Avançadas do colégio COTEMIG, MG e estará livre para consulta por tempo indeterminado.
Conteúdos e palavras marcadas com * referem-se a “tecnologias” usadas neste blog.
Escrito em 16/04/2008
Última atualização 03/03/2010
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